segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SÃO JOÃO BOSCO (31 de janeiro)

É conhecido popularmente por Dom Bosco. É um dos santos que mais atraem a simpatia de todas as classes de pessoas, especialmente os jovens. Nasceu em Castelnuovo d'Asti - hoje castelnuovo Dom Bosco - a 16 de agosto de 1815. Sua mãe, Margarida Occhiena, deu-lhe uma sólida educação humana e cristã. Desde pequeno liderava um grupo de colegas, pois era dotado de muita inteligência, memória, vontade e agilidade física nos jogos. Organizava as brincadeiras, mas quando tocava o sino levava a turma à igreja. Foi ordenado sacerdote em 1841 em Turim. Começou a trabalhar junto com São João Cafasso.
Desde logo sua paixão foi a educação dos jovens, de modo especial os pobres e abandonados. Recolheu um grupo para brincar, rezar e dar de comer. No começo não tinham onde ficar. Depois abrigaram-se sob Pinardi, primeira célula do oratório, Deu-lhe o nome de Oratório de São Francisco de Salles. Teve muitas dificuldades materiais e vários opositores no começo de sua obra. Sua mãe o ajudou muito. Sua pedagogia, baseada na alegria e no amor, conforme as palavras de São Paulo: "A Caridade é benigna e paciente, tudo espera, tudo suporta ..." tornou-se universal. É a prática do método preventivo.
Dom Bosco assegurou a continuidade de sua obra com a fundação de duas congregações religiosas: os padres salesianos e as irmãs filhas de Maria Auxiliadora. Foi um escritor fecundo. Fundou escolas tipográficas, revistas e editoras para difundir a boa imprensa católica. Exerceu ação de intermediário entre a Santa Sé e o governo italiano.
Um santo sorridente e amável, sempre o mesmo entre os pobres ou entre reis e ministros. era amigo dos protestantes e judeus, e escrevia: "Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas". Morreu no dia 31 de janeiro de 1888 e foi canonizado por Pio XI em 1934.
"UM SANTO PARA CADA DIA"
Mario Sgarbossa
Luigi Giovannini

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

LITURGIA - O RITMO ANUAL

O Ano Litúrgico compreende dois tempos fortes: o Ciclo Pascal, tendo como centro o Tríduo Pascal, a Quaresma como preparação e o Tempo Pascal como prolongamento; o Ciclo do Natal, com sua preparação no Advento e o seu prolongamento até a festa do Batismo do Senhor. Além destes dois ciclos, temos o Tempo comum.
  1. Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor: Começa na 5a. feira à noite com a missa da ceia (depois do pôr do sol) até a tarde do domingo da Páscoa da ressurreição com as Vésperas. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, "quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida".
  2. Tempo Pascal: Os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes. É o tempo da alegria e da exultação, um só dia de festa, "um grande domingo". São dias de Páscoa e não após a Páscoa. "Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor". A festa da Ascensão é celebrada no Brasil no sétimo domingo da Páscoa. A semana seguinte, até Pentecostes, caracteriza-se a preparação à celebração da vinda do Espírito Santo. Em sintonia com as outras Igrejas Cristãs, no Brasil, realizamos a "Semana de oração pela Unidade dos Cristãos". Recomendam-se para esta ocasião orações durante a missa, sobretudo na oração dos fiéis, e oportunamente a celebração da missa votiva pela unidade da Igreja.
  3. Tempo da Quaresma: Da quarta-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. "Tanto na Liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal".
  4. Tempo do Natal: Das primeiras vésperas do Natal do Senhor até a festa do Batismo do Senhor. É a comemoração do nascimento do Senhor, em que celebramos a "troca dos dons entre o céu e a terra", pedindo que possamos "participar da divindade daquele que uniu ao Pai nossa humanidade". Na Epifania, celebramos a manifestação de Jesus Cristo, o Filho de Deus, "luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação".
  5. Tempo do Advento: Das primeiras vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, até antes das primeiras vésperas do Natal do Senhor. "O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa".

Nas próximas postagens continuaremos com o ritmo anual da liturgia.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CONVERSÃO DE SÃO PAULO, APÓSTOLO

A festa litúrgica da conversão de São Paulo apareceu no século VI e é própria da Igreja Latina. O martírio do apóstolo dos gentios é comemorado no dia 29 de junho. A celebração do dia 25 de janeiro tem por finalidade considerar as várias facetas do Apóstolo por excelência. Ele diz de si mesmo: "Eu trabalhei mais que todos os apóstolos...", mas também: "Eu sou o menor dos apóstolos ... não sou digno de ser chamado apóstolo".
Apresenta, ele mesmo, as credenciais: viu o Senhor, Cristo Ressuscitado lhe apareceu, ele é testemunho da ressurreição de Cristo, foi enviado diretamente por Cristo. É como um dos 12. Pertence a Jesus Cristo desde aquela hora em que, no caminho de Damasco, vencido por Cristo e prostrado em terra perguntou-lhe: "Senhor, que queres que eu faça?"Paulo então passou a pregar e propagar a fé que desejava exterminar. Em poucos segundos de contato direto, Jesus o transformou de um ferrenho perseguidor no maior apóstolo do seu Evangelho em todos os tempos.
Essa experiência de Cristo às portas de Damasco, que ele compara com a experiência dos 12 na Páscoa e com o fulgor da primeira luz da criação, será o estribilho de sua pregação oral e escrita. Nas suas 14 epístolas que escreveu percebemos o efeito da graça do caminho de Damasco, impossível de se entender como um simples fato psicológico ou alucinação. Aí está o dedo de Deus, o milagre.
São Paulo tirou da sua experiência esta consoladora conclusão: "Jesus veio a este mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Precisamente por isso encontrei misericórdia. Em mim especialmente Jesus Cristo quis mostrar toda a sua longanimidade, para que eu sirva de exemplo a todos aqueles que pela fé n'Ele alcançarão a vida eterna". "Conheço um homem em Cristo que foi arrebatado até o terceiro céu. Se no corpo ou fora do corpo, não sei. Deus o sabe. Só sei que esse homem ouviu palavras inefáveis..." (2 Cor 12, 2)
"UM SANTO PARA CADA DIA"
Mario Sgarbossa
Luigi Giovannini

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SÃO FRANCISCO DE SALES (24 DE JANEIRO)

"Se erro, prefiro que seja por excesso de bondade que por demasiado rigor". Nesta afirmação está o segredo da simpatia que São Francisco desfrutava entre seus contemporâneos. Nasceu em 1567 no castelo de Sales (nobre família em Sabóia). A extraordinária mansidão que possuia era fruto de muitos esforços e trabalhos e não algo inato como tantos podiam pensar. Certa vez disse: "Vocês querem que eu perca num quarto de hora aquele pouco de mansidão que adquiri em 20 anos de lutas?"
Laureou-se em jurisprudência pela universidade de Pádua, decepcionou as pretensões do pai, quando aos 26 anos, abraçou a carreira eclesiástica. Queria pregar o Evangelho entre os calvinistas de Genebra. Os resultados das pregações estavam sendo escassos. Resolveu então imprimir volantes e colocá-los debaixo das portas, nos muros e por toda a parte. Por isso ele tornou-se o patrono dos que se servem da escrita para difundir as verdades reveladas por Deus. Ainda assim não teve muito sucesso.
O duque de Sabóia quis ajudá-lo, mas estava por fora dos esquemas do santo, pois era intolerante. Ele preferiu trabalhar sozinho com toda a caridade e mansidão. Escreveu dois tratados que lhe deram o título de doutor da Igreja"Introdução à vida devota" e "Tratado do Amor de Deus". O "Tratado do amor de Deus" serviu para muitos hereges voltarem à Igreja.
Aos 32 anos era bispo auxiliar e 02 anos mais tarde já era bispo titular de Genebra. Introduziu na diocese as reformas do Concílio de Trento. foi diretor espiritual de São Vicente de Paulo e de São Francisca de Chantal (com ela fundou a Ordem da Visitação). Morreu em Lião em 28 de dezembro de 1622. Foi canonizado em 1655. Sua festa é celebrada, conforme o novo calendário, no dia 24 de janeiro, dia em que seu corpo foi levado à sepultura definitiva, em Anecy.
"UM SANTO PARA CADA DIA"
Mario Sgarbossa
Luigi Giovannini

domingo, 23 de janeiro de 2011

PASSAR DAS TREVAS À LUZ (III DOMINGO DO TEMPO COMUM)

São as vítmas do narcotráfico, a má distribuição de renda, pessoas que tem direito mas não conseguem se aposentar, famílias inconscientes quanto à questão ecológica, falta de espírito missionário, enfim, ainda existem muitas trevas na realidade que vivemos. Quase que imediatamente podemos assemelhar esta situação à do povo judeu, séculos atrás.
Os judeus viveram realidades de deportações (Babilônia e Assíria) e num contexto de sofrimento era preciso animar o povo, mostrando que a luz da Fé, da Esperança e da Caridade ainda não fora apagada e nem será. Acreditamos que Jesus Cristo é a luz que ilumina a nossa vida e quando se crê, evita-se desejar que a nossa vida brilhe mais que Jesus Cristo.
Jesus Cristo é a luz que vem da periferia, Galileia dos pagãos, região pobre e oprimida, muitas vezes desprezada pelos judeus e a iluminação que vem de Cristo se inicia com o mesmo anúncio de João Batista: "Convertei-vos e Crede no Evangelho". O Filho de Deus poderia realizar esta missão sozinho, porém, prefere formar comunidades capazes de anunciar a Luz no meio das trevas. Os colaboradores são pessoas, muitas vezes desprezadas pelas elites, considerando-os simples, rude, sem estudo, porém, para a missão cristã são seres humanos leais e trabalhadores.
É preciso levar Luz às trevas e não ficar acomodado. Esta missão implica na comunhão (koinonia) entre nós e a vontade de Deus, ser presença de Deus nas famílias que visitamos e ajustar nossa vida aos planos de Deus.
Fica o desafio: "Que nesse mundo de trevas e violência, brilhe uma luz, a Luz de Cristo capaz de atingir o coração do ser humano e todas as nossas famílias". Amém.
Padre Luiz Carlos, fc

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

IRMANDADE DO SERVO SOFREDOR

Uma história real que aconteceu na capela Nossa Senhora da Aparecida (IRMANDADE DO SERVO SOFREDOR - ISSO), na favela Lamartine:

Voltando de seu trabalho, de frente à capelinha onde ela vive, Nara vê um homem caído na viela. É José Carlos, da comunidade dos sofredores de rua de São Paulo. Cansado, ele se deitou ali mesmo no chão. Sem o acordar, Nara entra na capelinha, mas ele a segue. Ele lhe diz: "Eu vim participar da Eucaristia dessa tarde, mas eu estava tão cansado que acabei dormindo. Durante meu sono, parece que eu escutei uma voz suave, calma, como a voz de uma criança que dizia: 'Hei, vocês estão esse homem aí, caído no chão? Então, a gente não pode jogar nem água quente, nem água fria, nem pedra, nem areia, em cima dele, porque esse homem caído no chão é Jesus'. Nara leva José Carlos na família onde ela deve almoçar. De volta á capelinha, ela se põe a instalar o altar - quatro bancos sobre os quais se estende uma toalha. Entretanto, José Carlos não podia mais ficar de pé. Então, Nara tira de um baú um colchonete e improvisa uma cama. E ela fecha as cortinas, que o protegem. Os fiéis chegam, depois o celebrante Durante a celebração, entra Suelen, uma menina de 7 anos. Ela percebe José Carlos, dormindo atrás das cortinas e diz à Nara: 'Você sabe, esse homem aí, estava caído no chão. Então eu disse aos meus amigos: a gente não pode jogar água quente, nem água fria, nem pedras nem areia em cima dele, porque esse homem caído no chão é Jesus. Eu aprendi isso na Capelinha.'

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Santo Antão (17 de Janeiro)

Antão é o monge mais ilustre da Igreja antiga. Viveu mais de cem anos (250-356). Sua biografia foi magistralmente escrita por santo Atanásio, seu discípulo e amigo. Nenhum particular foi esquecido: caráter, costumes, obras e pensamento do grande pai da vida monacal. Nasceu em Coman, no coração do Egito. Aos 24 anos abandonou tudo para seguir a risca o conselho de Jesus Cristo: "Se queres ser perfeito..." Refugiou-se, primeiro, em lugares desertos e inóspitos, depois nas margens do Mar Vermelho, onde teve uma vida de anacoreta durante 80 anos.
A experiência do "deserto", em sentido real ou figurado, é um método de ascese e foi grandemente estimulada por santo Antão. Embora não tenha sido o iniciador, seus exemplos refletiram-se por toda a Igreja.
A propaganda de sua extraordinária experiência de vida santa no deserto, mesmo sem os meios atuais de comunicação, atingiu rapidamente todo o mundo. Peregrinos, bispos, padres, monges dos mais distantes lugares do mundo iam receber conselhos e conforto de Antão. Até Constantino (imperador) e seus filhos estiveram em contato com o anacoreta. Antão não conservava só para si os dons recebidos de Deus. Duas vezes esteve em Alexandria para confortar e animar os cristãos perseguidos por Maximiano Daia. A segunda vez foi a convite de santo Atanásio para exortar os cristãos a manterem-se fiéis à doutrina de Nicéia (325).
Não é possível falar deste iluminado contestador sem mencionar as tentações que perturbavam sua solidão no deserto e forneceram material a pintores como Domingos Morelli. Ele sofreu tentações de todo tipo. Não obstante sua austeridade de anacoreta para consigo mesmo, era um santo humaníssimo e compreensivo para com os outros. Isso o tornou muito popular. Ele é também o protetor dos animais domésticos.

domingo, 16 de janeiro de 2011

LITURGIA - O RITMO SEMANAL

O rito semanal é marcado pelo domingo, o dia em que o Senhor se manifestou ressuscitado. A história do domingo nasce na cruz e na ressurreição de Jesus. No primeiro dia da semana, quando as mulheres foram para embalsamar seu corpo, já não o encontraram mais. No domingo, Jesus apareceu vivo a vários dos discípulos, sozinhos ou reunidos; comeu e bebeu com eles e falou-lhes do Reino de Deus e da missão que tinham que levar adiante. O dia de Pentecostes, vinda do Espírito Santo, também aconteceu no domingo.
"Por Tradição Apostólica que tem sua origem no mesmo dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra cada oitavo o mistério pascal, naquele que se chama justamente dia do Senhor ou domingo. Neste dia, pois, os fiéis devem reunir-se em assembleia para ouvirem a Palavra de Deus e participarem da Eucaristia, e assim recordarem a paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os gerou de novo pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos para uma esperança viva. O domingo é pois, o principal dia de festa que deve ser lembrado e inculcado à piedade dos fiéis: seja também o dia da alegria e da abstenção do trabalho. As outras celebrações não lhe sejam antepostas, a não ser as de máxima importância, porque o domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico".
O domingo conforme rezamos no prefácio IX dos domingos do Tempo comum, é o dia em que a família de Deus se reúne para "escutar a Palavra e repartir o Pão consagrado, recordar a ressurreição do Senhor na esperança de ver o dia sem ocaso, quando a humanidade inteira repousar diante do Pai".
João Paulo II, na Carta apostólica sobre o Domingo (Dies Domini), apresenta as cinco características deste dia: Dia do Senhor, Dia de Cristo, Dia da Igreja, Dia do homem e Dia dos Dias. O mesmo papa nos pede, na carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, que demos "uma atenção ainda maior à missa dominical, como celebração na qual a comunidade paroquial se reencontra em coro, comumente participantes também os vários grupos, movimentos, associações nela presentes".
"Por causa de sua especial importância, o domingo só cede sua celebração às solenidades e festas do Senhor. Os domingos do Advento, da quaresma e da Páscoa gozam de precedência sobre todas as festas do Senhor e todas as solenidades. As solenidades que ocorrem nestes domingos sejam antecipadas para o sábado."
O domingo exclui, por sua natureza própria, a fixação definitiva de qualquer outra celebração. São exceções somente as festas da Sagrada Família, do Batismo do Senhor, da Santíssima Trindade, de Jesus Cristo Rei do Universo, a comemoração de todos os fiéis defuntos, e, no Brasil, as solenidades de São Pedro e São Paulo, da Assunção de Nossa Senhora e de Todos os Santos e Santas.
Os dias que seguem o domingo, chamados dias da semana ou férias, celebram-se de diversos modos, segundo a importância própria. Para não repetir as orações das missas de domingo, é conveniente que, no Tempo Comum e não havendo celebração especial, se utilizem nesses dias os formulários das missas votivas e para diversas circunstâncias.
DIRETÓRIA DA LITURGIA 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

LITURGIA - O RITMO DIÁRIO

Acompanhando o caminho do sol, que é símbolo de Cristo, o povo de Deus faz memória de Jesus Cristo, nas horas do dia, pela celebração do Ofício Divino, - daí o nome "Liturgia das Horas". De tarde, o sol poente evoca o mistério da morte, na esperança da ressurreição. De manhã, o sol nascente evoca o mistério da ressurreição, novo dia para a humanidade. De noite, nas vigílias, principalmente na de sábado à noite, que inicia o domingo, dia da ressurreição, celebramos em espera vigilante o mistério da volta do Senhor. Em algum outro momento do dia ou da noite, rezamos o "Ofício das Leituras". E, em qualquer hora do dia, celebramos a Eucaristia, que abrange a totalidade do tempo.
Com hinos, salmos e cânticos bíblicos, com leituras próprias com preces de louvor e súplica, celebramos o mistério pascal do Cristo. Como toda a liturgia, o Ofíco acompanha o Ano Litúrgico, expressa nosso caminhar pascal, do nascimento à morte e ressurreição, do advento à segunda vinda gloriosa de Cristo.
Como oração do Povo de Deus, verdadeira ação litúrgica, o Ofício Divino é excelente escola e referência fundamental para nossa oração individual. Os ministros ordenados e religiosos assumem publicamente o compromisso de celebrarem a Liturgia das Horas nas principais horas do dia. Os fiéis leigos também são convidados a celebrá-la, individual ou comunitariamente. Podem fazê-lo seguindo o roteiro simples e adaptado proposto pelo Ofício Divino das Comunidades, que conserva a teologia e a estrutura da Liturgia das horas.
Incentivem-se também outras formas de oração comunitária da Igreja, por exemplo, Ofícios Breves adaptados, Clebraçòes da Palavra de Deus, Horas Santas, Ladainhas, Ângelus, Via-Sacra e Rosário comunitário.
"O dia litúrgico se estende da meia-noite à meia-noite. A celebração do domingo e das solenidades começa, porém, com as vésperas do dia precedente".
DIRETÓRIO DA LITURGIA 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

LITURGIA

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Em volta deste núcleo fundamental da nossa fé, celebramos no Ano Litúrgico a memória do Ressuscitado na vida de cada pessoa e comunidade.
O Ano Litúrgico "revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até à ascensão, ao pentecostes e à feliz expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor" (SC 102). Ele assim nos propõe um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo, presente e operante nas diversas festas e tempos litúrgicos.
Em síntese, através do Ano Litúrgico, os fiéis fazem a experiência de se configurar ao seu Senhor e dele aprenderem a viver "os seus sentimentos".
A liturgia nos ritmos do tempo
O Ano Litúrgico não apenas recorda as ações de Jesus Cristo, nem somente renova a lembrança de ações passadas, mas sua celebração tem força sacramental e especial eficácia para alimentar a vida cristã. Por isso, o Ano Litúrgico é sacramento e, assim, torna-se um caminho pedagógico-espiritual nos ritmos do tempo.
Como a vida, a liturgia segue um ritmo que garante a repetição característica da ação memorial. Repetindo, a Igreja guarda a sua identidade. Para fazer a memória do mistério, a liturgia se utiliza de 3 ritmos diferentes: o ritmo diário, alternando manhã e tarde, dia e noite, luz e trevas; o ritmo semanal, alternando o ciclo das estações e a sucessão dos anos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A PESSOA HUMANA A CAMINHO DO NASCIMENTO

A humanidade, diz Maurice Zundel, ainda não nasceu. "O ser humano é chamado a nascer em sua humanidade. Será que a existência humana vai além de nosso corpo, nossas glândulas, nossos genes, nossos ossos, nossos nervos, de nossa hereditariedade, além do meio no qual estamos enraizados?"
É preciso se dizer: "Sim, é verdade, eu sou frágil, feito do barro, uma pedra, um vegetal, um animal e é normal que eu ressinta o que se passa neles. Não se deve escandalizar ou se lamentar. Trata-se de compreender nossas paixões, caridosamente, maternalmente", acrescenta Zundel. E evitar desprezar a si mesmo, ao ponto de se negligenciar, de se viver na desordem ou na sujeira. Acontece até, infelizmente, que homens e mulheres se destroem, desaparecendo debaixo da condição animal, através da raiva, ou violência, humilhando, torturando, massacrando...
Para que a nossa humanidade nasça, um espaço de segurança é necessário. "Ouçamos o grito da mulher pobre: 'Como que vocês querem que eu pense e que eu medite diante de minhas panelas vazias, com 5 filhos para sustentar?' Esse grito revela toda a angústia de um ser que necessita de um espaço de segurança, para tornar-se, ele mesmo, um espaço de generosidade." Entretanto, nos adverte Zundel, a pior hipocrisia seria se apropriar de qualquer objeto, comida, roupa, mais que o necessário, sob o pretexto de se tornar um espaço de generosidade.
Há circunstâncias onde o indivíduo só pode procurar sobreviver, procurar comer e beber, se proteger, se esconder, fugir. É impossível a Deus de se revelar no ser humano se este está embrutecido pela fome, pelo cansaço, pela angústia, pelo desespero. É por isso que o primordial daqueles que exercem uma responsabilidade na sociedade, consiste a velar que nenhuma pessoa encontre em tal situação. Trata-se de se fazer com que todos, com que cada um, tratado segundo a honra que requer sua qualidade de filho de Deus, possa, além das necessidades físicas satisfeitas, atingir o universo da pessoa. Porque faz parte da natureza do homem ultrapassar sua natureza. Quando o padre Kolbe decide morrer, todo o campo de concetração fica maravilhado, impressionado e, mesmo os torturadores não podem impedir desse grito de admiração: "Nunca vi nada igual!" A pessoa humana é um animal, mas que percebe que não é mais um animal. Fazer a experiência de nossa humanidade, ser homem e encontrar a Deus é a mesma coisa. A pessoa humana só é humana quando ela é além de si mesma.
QUAL DEUS? E NÓS, QUEM SOMOS?
Cartilha de preparação do Retiro de 2013.
Irmandade do Servo Sofredor. (ISSO)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011

Ouço o grito do mar dizendo que as ondas vão avançar. Quase não ouço o vento fraco e cansado, falando que a mata do sertão vai se queimar. Ouço os sussurros do vento, trazendo cheiro de água fora do tempo. Vejo o dia acordando mais cedo, e sol com seus reflexos ardentes, deixando as marcas da pele da gente. Onde é que vamos parar?
O velho Chico, quem diria? Vamos homem! Não deixe a água secar! Pois é dali que vem a alegria, que faz o homem se alimentar. Gritem com forças! Reajam! Não deixe o rio se acabar! Pois a natureza com certeza, irá em um dia cobrar. O verde do mundo está sumindo! O azul das águas está secando!
Dias terríveis virão, pois a natureza está virando extinção, tudo por causa do homem ladrão, que rouba o que Deus nos deixou, transformando o futuro dos nossos descendentes em horror. Quero o branco alvo das ondas, como o véu da noiva roçando nas areias do mar, o verde cristalino do mar, como esmeralda a brilhar, o azul intenso das águas, imitando o azul céu.
Quero imaginar que as nascentes humildes, vão continuar crescendo e majestosamente derramando véus de cachoeiras e grandes rios a jorrar. A natureza existe pra nos dar paz do nosso verdadeiro habitar. Somos da natureza e sem ela, não somos, morremos! Seremos extinção e tudo será em vão.
Então vamos gritar: a natureza precisa continuar, vamos cuidar, amar, preservar, e a vida assim, continuar a brotar.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

BATISMO DO SENHOR

"Cristo é iluminado no batismo, recebemos com ele a luz; Cristo é batizado, desçamos com ele às águas para com ele subirmos"
São Gregório de Nazianzo, bispo.
Para ser batizado Jesus veio da Galileia, periferia de Jerusalém, da mesma forma que muitas famílias das periferias urbanas chegam até as nossas comunidades cristãs. Com a Graça de Deus, João Batista sabe da importância do batismo,("preciso ser batizado") e feliz da família que reconhece a importância dos sacramentos na vida do ser humano.
Novamente vem o convite a todos batizado(a):
  1. Ser servidor à Luz do Evangelho de Jesus Cristo.
  2. Trabalhar pela Verdade, estabelecer a justiça.
  3. Orientar as pessoas a verem as realidades.
  4. Proclamar o programa de libertação (Is 42, 1-7)
  5. Ser filho no Filho amado.
  6. Evitar distinções de pessoas, pensando no que vai falar e fazer.
  7. Praticar a justiça cristã.
  8. Fazer o bem.
O Batismo de Jesus Cristo, mesmo que o Filho de Deus não precisasse ser batizado, convida a cada ser humano a permanecer inteiramente puros, purificando cada vez mais nossas mentalidades. Vamos ser luzes para o mundo, forças vivificantes na sociedade, mostrando cada vez mais uma Igreja fundada sobre a pedra Angular Jesus Cristo e capaz de anunciar o Filho de Deus, fazendo o Reino de Deus acontecer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O LUGAR DA LITURGIA NO MISTÉRIO DA IGREJA

"A liturgia, com efeito, mediante a qual, especialmente no divino sacrifício da eucaristia, se atua a obra de nossa redenção contribui sumamente para que os fiéis exprimam em suas vidas e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a genuína natureza da verdadeira Igreja, que tem a característica de ser ao mesmo tempo humana e divina, visível, mas dotada de realidades invisíveis, operosa na ação e devotada à contemplação, presente no mundo e contudo peregrina; de tal modo que nela o humano é orientado e subordinado ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, a realidade presente à futura cidade para a qual estamos encaminhados. Deste modo a liturgia, enquanto edifica aqueles que estão na Igreja em templo santo no Senhor, em habitação de Deus no Espírito, até atingir a medida da plenitude de Cristo, ao mesmo tempo e de modo admirável robustece as suas forças para que anunciem o Cristo, e assim aos que estão fora, ela mostra a Igreja como estandarte erguido diante das nações, sob o qual os filhos dispersos de Deus possam reunir-se na unidade, para que haja um só rebanho e um só pastor."
Constituição Sacrosanctum Concilium
As Sagradas Escrituras, o Magistério eclesiástico, a Tradição e a Liturgia são as fontes da Revelação de Deus à humanidade. São momentos que unem Criador e criaturas, quando Deus propõe sua vontade e aguarda uma resposta positiva do ser humano.
Padre Luiz Carlos, fc.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

OS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

A caminhada de nossos povos acontece em meio a luzes e sombras, avanços e desafios. Nós precisamos conhecer nossa realidade e a experiência dos primeiros seguidores de Jesus Cristo. Eles tinham esperanças e dificuldades.
A nossa realidade e a vida dos primeiros discípulos nos ajudam a olhar nossos povos e a entendê-los melhor. Somos movidos pela esperança, pois permanecemos no amor de Cristo.
SER DISCÍPULO DE CRISTO
A expressão "discípulo missionário" aparece no Documento de Aparecida mais de 150 vezes. Para que haja um discípulo faz-se necessário existir um mestre. Mestre é mais que professor. O professor transmite conhecimentos.
O mestre é aquele que sabe e transmite conhecimento com autoridade, pois vive profundamente o que prega. Nosso mestre é Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado.
Nós somos os seus discípulos e, por isso, nós precisamos ouvir o que Jesus nos fala e viver a sua mensagem. Portanto, o discípulo é alguém que encontrou o Mestre Jesus e se apaixonou por ele.
Quem se encontra com Cristo tem sua vida transformada e passa a ser um anunciador de sua boa nova. Quem ama deve irradiar o amor. Quem ama sai de si mesmo e vai ao encontro do outro anunciar esse amor. Ser missionário é ser um comunicador da alegria do Mestre e ajudar o outro para que possa conhecê-lo, amá-lo e anunciá-lo.
DOCUMENTO DE APARECIDA

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

SENHOR, DAI-NOS A PAZ!

O novo ano é iniciado com duas importantes festas. A Igreja celebra Santa Maria, mãe de Deus, e a sociedade comemora o dia mundial da paz. São belas motivações para quem deseja marcar o novo tempo com esperança e otimismo. Maria, mãe de Deus, acolhe-nos no seu imenso coração materno. Jesus, que se comprometeu a permanecer conosco até o fim, confirma esse propósito e presenteia-nos com o dom da sua paz.
De fato, a humanidade vive aflita e apreensiva com tantas manifestações de violência, que vão de comportamentos pessoais desumanos e cruéis aos protestos da natureza contra os maus-tratos que vem recebendo. Em tal situação, o anseio da paz é o sentimento mais forte que domina os seres humanos. Quantos tratados já foram assinados com a finalidade das nações viverem em maior harmonia! Quantos apelos já foram formulados para que os homens se desarmem, sejam pacíficos diante de represálias transformando as ofensas recebidas em pedras para alicerçar a civilização da paz e da fraternidade! Para isso contamos, sem dúvida, com a força de Deus e o auxílio da Mãe, que é louvada na madrugada de 2011. Mas, para que a paz floresça, é indispensável fazermos a nossa parte. A paz não cai do céu por acaso, porque não é fruto apenas da providência divina. Na sua preparação, as mediações das pessoas que desejam fazer o bem são imprescindíveis.
Peçamos ao Espírito Santo que nos dê o discernimento para identificarmos o caminho da reconciliação universal e seguirmos por ele, lançando as sementes da paz, porque um canto muito entoado em algumas regiões do Brasil ensina que "a paz se faz com as mãos; a paz se faz com os pés; a paz se faz com o coração".
Dom Geraldo Magella Agnelo
Cardeal Arcebispo de Salvador

domingo, 2 de janeiro de 2011

EPIFANIA DO SENHOR

Em alguns lugares do oriente, a festa da Epifania (termo grego que significa manifestação) é o momento de se fazer a troca de presentes, Deus se manifesta a todas as etnias (povos) e espera uma resposta do ser humano.
COMPROMISSO CRISTÃO
Às vezes, nossas famílias e até as nossas comunidades podem ser semelhantes ao castelo de Herodes e seus arredores, isto é, sem vida (a estrela guia desaparece quando os sábios do oriente estão próximos ou dentro do castelo herodiano). Quando não há vida, ou esta dádiva Divina está ameaçada as pessoas ficam perturbadas.
Deus nasce pobre e no meio dos pobres. Ele corre o risco de morrer, pois muitos Herodes querem manter seus privilégios ou desejam viver acomodados em falsas seguranças (status social, poder ou fama) que muitas vezes não trazem felicidade.
Ao se afastarem de Herodes, os magos (sábios do Oriente) percebem que a estrela volta a brilhar. Quando há vida, a alegria está presente, a família está reunida em volta de Jesus Cristo e a troca de presentes é um gesto de homenagear alguém. Os magos, Gaspar, Baltazar e Melchior homenageiam Jesus-Rei (ouro); Jesus-Deus (incenso) e Jesus-Humano (mirra). Por conseguinte, vamos acolher Deus em nossa vida, na família e na sociedade, pois assim ficaremos radiantes, com o coração tranquilo e proclamaremos a glória do Senhor, no serviço aos mais pobres.
Deus oferece a salvação a todos, Ele se manifesta sempre na vida do ser humano e vamos acolhê-lo no pão repatido e partilhado, através da prática da justiça e da paz.
Padre Luiz Carlos, fc.
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