sábado, 27 de novembro de 2010

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO (ANO A)

Muitas religiões desejam colocar um dia preciso para a segunda vinda de Jesus Cristo. Na verdade, para nós católicos, Jesus Cristo sempre vem na celebração eucarística e diante deste fato, para melhor receber o primeiro Filho da Caridade que existiu, as páginas bíblicas nos dão algumas luzes de esperança e compromisso:
  1. Ir à comunidade: Exceto os doentes, somente na comunidade podemos receber Jesus Cristo eucarístico.
  2. Dar e receber o Perdão: Ninguém pode julgar ou condenar o seu semelhante. Preparar o coração para o Natal significa perdoar a todos, como Deus nos perdoa.
  3. Seguir os Caminhos do Senhor: Vamos ser honestos, evitar o pecado da gula, as bebedeiras, as aventuras sexuais e nada de brigas ou rivalidades.
  4. Viver conforme a filosofia da não violência: É importantíssimo trocar as nossas ferramentas de vingança (armas, fofocas, tramas maquiavélicas) pelos instrumentos de trabalho, capazes de levar vida ao semelhante (mãos, arado)
  5. Afastemo-nos e Combatamos o Mal: Lembremos que o mal é vencido muitas vezes por atitudes boas.

São algumas pistas de gestos concretos e sempre nos lembremos que Jesus Cristo quer nascer em cada coração humano, porém, Ele respeita a vontade de cada um de nós.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

S. Leonardo de Porto Maurício (26 de Novembro)

O santo da via-sacra e da Imaculada Conceição, o frade que salvou o Coliseu de uma ruína total, o pregador inflamado da paixão de Cristo. São esses os títulos de São leonardo de Porto Maurício. Lígure nasceu em 1676, filho de um capitão da marinha, Domingos Casanova, que o deixou órfão em tenra idade. Levado a Roma, fez os seus estudos no Colégio Romano e depois entrou no retiro de São Boaventura, sobre o Palatino, vestindo neste lugar o hábito franciscano. Desenvolveu sua atividade sacerdotal prevalentemente em Florença. As cruzes plantadas por seus confrades fora da Porta de São Miniato tornaram-se para ele outros tantos púlpitos ao aberto. Sobre a eficácia de sua palavra fundam-se alguns episódios da vida do santo. No fim de uma prédica sobre a Paixão, na Córsega, os homens endurecidos pelo ódio secular, descarregaram seus fuzis para cima e se abraçaram em sinal de paz.
Em Florença suas pregações constituiam uma advertência para todos os cidadãos. No jubileu de 1750, proclamado por Bento XIV, o papa Lambertini de Bolonha, fez muito sucesso a via-sacra pregada por frei Leonardo aos 27 de dezembro no Coliseu. Era a primeira vez que se celebrava um rito religioso no anfiteatro Flávio. Desde aquele ano a piedosa tradição se mantém até os nossos dias e toda Sexta-feira Santa o papa faz pessoalmente o rito penitencial.
Aquela primeira via-sacra teve também um grande merecimento para a arte: o Coliseu até aquele ano tinha servido como pedreira, mas depois daquela memorável via-sacra foi considerado lugar sagrado, meta de devotas peregrinações, e a sua demolição parou. Frei Leonardo era um grande devoto de Nossa Senhora e um apaixonado defensor da Imaculada Conceição. Convenceu o próprio pontífice a convocar um Concílio, isto é, um referendum entre os bispos, para proceder depois à proclamação do dogma.
O papa Lambertini preparou para este fim uma Bula que por várias causas, nunca foi publicada. Em 1751 frei Leonardo morria no predileto retiro de São Boaventura sobre o Palatino, e o próprio papa foi ajoelhar-se ao lado de seu corpo. Sobre o túmulo do santo foi exposta a carta profética escrita por São Leonardo pouco antes da morte. Nela preconizava-se a proclamação do dogma da Imaculada Conceição.
"Um Santo Para Cada Dia"
Mario Sgarbossa
Luigi Giovannini

terça-feira, 23 de novembro de 2010

SANTO ANDRÉ DUNG-LAC, PRESBÍTERO, E SEUS COMPANHEIROS MÁRTIRES (24 de Novembro)

No extremo oriente da Ásia, nas regiões do Vietnã de hoje, o Evangelho já vinha sendo anunciado desde o século XVI. Contudo, de 1625 a 1886, excetuados breves períodos de paz, os governantes dessas regiões tudo fizeram para despertar o ódio contra a religião cristã e os discípulos de Cristo. Quanto mais perseguidos, maior o fervor cristão, tendo como resultado um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, no dia 19 de junho de 1988, inscreveu 117 deles no rol dos mártires. Entre eles contam-se 11 missionários dominicanos espanhóis, 10 franceses e 96 mártires vietnamitas. Oito são bispos, 50 sacerdotes e 59 leigos, de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e, alguns, catequistas, seminaristas e militares.

domingo, 21 de novembro de 2010

SANTA CECÍLIA (22 de Novembro)

A popularidade da devoção para com a virgem e mártir romana fez com que o novo calendário litúrgico conservasse sua memória, embora faltem testemunhos anteiores ao século VI. Esta devoção e também o patrocínio de Santa Cecília sobre a música sagrada, devem-se de fato à sua Paixão que é posterior a 486. Nesse relato, Cecília é identificada como uma santo homônima, sepultada nas catacumbas de São Calisto e que teria sofrido o martírio durante o império de Alexandre Severo, pelo ano de 230.
"O culto de santa Cecília - lê-se na Liturgia das Horas - em honra da qual no século V foi construída em Roma uma basílica, difundiu-se por causa de sua paixão. Nela, Cecília é exaltada como o modelo mais perfeito de mulher cristã, que por amor de Cristo professou a virgindade e sofreu o martírio."
Cecília, nobre e rica, ia diariamente assistir à missa celebrada pelo papa Urbano nas catacumbas da via Ápia, aguardada por uma multidão de pobres, que conheciam a sua generosidade. Cecília, noiva de Valeriano, no dia das núpcias, "enquanto os órgãos tocavam, ela cantava em seu coração somente para o Senhor"(deste trecho da sua paixão teve origem o patrocínio de Cecília sobre a música sagrada); depois, quando chegou à noite, a jovem disse a Valeriano: "Nenhuma mão humana pode me tocar, pois sou protegida por um anjo. Se você me respeitar, ele amará você, como me ama".
O esposo decepcionado, não teve alternativa: seguiu o conselho de Cecília. Fez-se instruir e batizar pelo papa urbano e depois participou do mesmo ideal de pureza da esposa, recebendo em recompensa a mesma sorte gloriosa: a palma do martírio, ao qual, pela graça de Deus, foi associado também o irmão de Valeriano, Tibúrcio. Apesar dessa narrativa parecer fruto de piedosa fantasia, os mártires Valeriano e Tibúrcio, sepultados nas catacumbas de Pretestato, são historicamente certos. Após o processo, referido com abundância de detalhes pelo autor da paixão, Cecília condenada à decapitação, recebeu 3 golpes do algoz sem que sua cabeça caísse: ela havia pedido e obtido a graça de rever o papa Urbano antes de morrer.
Aguardando essa visita, ela continuou ainda três dias professando a fé. Não podendo proferir palavras expressou com os dedos seu credo em Deus Uno e Trino. É nesta atitude que Maderno a esculpiu na célebre estátua.
"Um Santo Para Cada Dia"
Mario Sgarbossa
Luigi Giovannini.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Zumbi dos Palmares (20 de Novembro)

Zumbi nasceu em Palmares (Alagoas) no ano de 1655. Ele foi capturado e entregue a uma missionário português com 06 anos de idade. Como nome de batismo adotou Francisco, recebeu os Sacramentos e aprendeu português e latim. Ao tentar ser aculturado pelos portugueses, Zumbi escapou e retornou ao Quilombo usando suas habilidades aprendidas e aos 20 anos era conhecido como um bom estrategista militar.
O Quilombo dos Palmares era uma organização forte, capaz de fazer resistência aos poderosos da época. Numa tentativa de ter paz com o Quilombo, a coroa portuguesa propôs um acordo desde que os negros submetessem à coroa portuguesa. Ganga Zumba estava disposto a aceitar, entretanto, Zumbi não aceita este acordo e chega à liderança do Quilombo dos Palmares. Não se tem provas, porém, alguns historiadores afirmam que Zumbi assassinou Ganga Zumba.
Continuando a tensão entre monarquia e o Quilombo dos Palmares, uma missão comandada militarmente por Domingo Jorge Velho em 06/02/1694 destrói a capital de Palmares e fere Zumbi. Depois Antonio Soares é traidor de Zumbi, tramando para que os soldados liderados pelo capitão Furtado de Mendonça matem Zumbi no dia 20/11/1695.
Para intimidar os possíveis resistentes, os militares cortam a cabeça de Zumbi e colocam-na no poste mais alto da cidade e além disto, este gesto deseja desvalorizar a crença dos negros na imortalidade de Zumbi.
Olhando a história, observamos que Zumbi está vivo, nas manifestações populares dos afrodescendentes e em cada missa rezada, bem como na valorização cultural afro o reino de Deus também acontece.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SOLENIDADE DE CRISTO REI

Fracassado para uns, realizado para outros,
Insultado por uns, glorificado por outros,
Incompreendido por uns, compreendido por outros,
Crucificado por uns, ressuscitado por Deus e anunciado por nós.
A solenidade de Cristo Rei marca o fim deste tempo litúrgico (Ano C) e abre as portas para o Advento. Que preparemos o nosso coração-lar à festa de Natal, testemunhando:
  • Serviço: É melhor dar que receber.
  • Humildade: Que trabalhemos com humildade para que Jesus Cristo apareça na vida das famílias.
Evitemos a sede de prestígio e poder e em tudo o que fizermos, Jesus Cristo seja o centro. O Filho de Deus, o Primeiro Filho da Caridade que existiu, foi humano, tão humano que somente poderia ser Deus.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CONSAGRAÇÃO DAS BASÍLICAS DOS SANTOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO (18 de Novembro)

A memória da dedicação das basílicas dos santos apóstolos Pedro e Paulo é uma nova oportunidade, a quarta do ano, para se refletir sobre a figura e a obra dos Príncipes dos apóstolos e também sobre o culto excepcional a eles tributado através dos séculos. São Pedro e São Paulo, induzidos pelas circunstâncias, tentaram fazer um pequeno balanço de tudo o que o Senhor havia operado por meio deles. Escrevendo "aos que haviam recebido o mesmo destino com a mesma fé preciosa pela misericórdia de Nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" entre outras coisas Pedro declara: "Eu acho certo enquanto estiver nesta tenda do corpo, mantê-los atentos com minhas exortações, sabendo que logo deverei deixar esta tenda, como o Senhor me deu a entender, o Nosso Senhor Jesus Cristo. Procurarei que também após a minha partida vocês se lembrem destas coisas. Com efeito, não foi seguindo fábulas sutis, mas por termos sido testemunhas oculares de sua majestade, que lhes demos a conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta voz a ouvimos quando lhe foi dirigida do céu, ao estarmos com ele no monte santo" (2 Pd 1, 13-18).
Por sua vez São Paulo confiava a seu "verdadeiro filho na fé", São Timóteo: "Sou agradecido para com aquele que me deu força, Cristo jesus, Nosso Senhor, que me julgou fiel, tomando-me para seu serviço. Superabundou, porém, para mim, a graça de Nosso Senhor, com a fé e com o amor que há em Cristo Jesus. Se por esta razão me foi feita misericórdia, foi para que em mim, por primeiro Cristo Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade, como exemplo para quantos nele hão de crer, para a vida eterna"(1 Tm 1, 12-16).
Na qualidades de salvos, o ministério entre o povo de Deus e o supremo testemunho com o derramamento de sangue atraíram aos apóstolos Pedro e Paulo um culto de que são clara manifestação as basílicas cuja dedicação hoje comemoramos. As basílicas foram construídas respectivamente, pelos papas Silvestre (314-335) e Siríaco (384-399).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SANTA ISABEL DE HUNGRIA (17 de Novembro)

Noiva aos 4 anos, casada aos 14, mãe aos 15 e viúva aos 20, Isabel, princesa da Hungria e duquesa da Turingia, encerrou sua vida terrena aos 24 anos a 17 de novembro de 1231. Quatro anos depois o papa Gregório IX a elevava às honras dos altares. Vistas assim, em rápida sucessão, as etapas da sua vida tem a cor de fábula, mas se olharmos para além do quadro oleográfico desta jovem santa, aí descobriremos autênticas maravilhas da graça e da virtude.
Seu pai, o rei André II da Hungria, primo do imperador da Alemanha, a havia prometido para esposa de Luis, dos duques da Turingia, de apenas 11 anos; 9 anos depois foram celebradas as núpcias, e embora tivesse um casamento decidido pelos pais, foi um matrimônio de amor e um feliz entrosamento entre a ascese cristã e a felicidade humana, entre o diadema real e a auréola da santidade. A jovem duquesa suscitou a animosidade da sogra e da cunhada por não querer ir à Igreja adornada com os preciosos atavios da sua casta: "Como poderia - disse candidamente - usar uma coroa tão preciosa diante de um rei coroado de espinhos? "Somente o marido, ternamente enamorado por ela, quis mostrar-se digno de uma criatura tão linda de rosto e de alma e tomou por brasão na sua divisa três palavras que também exprimiram concretamente o programa de sua vida pública: "Piedade, Pureza e Justiça".
Cresceram juntos na emulação recíproca, confortados e sustentados pela devoção; seu amor e a felicidade que dele derivara era um dom sacramental. Confidenciava a jovem duquesa à doméstica e amiga Isentrude: "Se eu amo de tal modo uma criatura mortal, como deveria amar ao Senhor imortal, dono da minha alma?"
Aos 15 anos Isabel teve o seu primeiro filho, aos 17 uma menina e aos 20, outra menina, quando já fazia três semanas que tinha perdido o marido, morto durante a cruzada à qual havia aderido com entusiasmo juvenil. Nessa oportunidade Isabel tinha dado o seu contributo, privando-se de tudo o que possuia para construir um hospital em Marburg, em honra de São Francisco, seu contemporâneo. Ficando viúva, desencadearam-se contra ela os maus humores dos cunhados, que não suportavam sua generosidade para com os pobres. Separaram-na dos filhos e expulsaram-na do castelo de Wartemburg. Então, pôde viver o pleno ideal franciscano de pobreza, entrando na Ordem Terceira, para dedicar-se em absoluta obediência às diretivas de um rígido e intransigente confessor e às atividades assistenciais.
Um Santo para cada Dia
Mario Sgarbossa
Luigi Giovannini.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SANTA MARGARIDA DA ESCÓCIA E SANTA GERTRUDES (16 de novembro)

No canteiro da santidade são muitas as Margaridas, floridas em grande parte nos jardins reais, como a demonstrarem que não é impossível 0 casamento entre o diadema da realeza e a eterna bem-aventurança. Entre as muitas santas que tem esse nome, a rainha Margarida da Escócia está entre as mais privilegiadas, tendo conseguido a santidade não pelos difícies caminhos da dor e da humilhação, mas na alegria e simplicidade. Nasceu em 1046 na Hungria, onde seu pai Edward Aetheling e sua mãe Águeda viviam exilados porque o reino da Inglaterra havia passado para o rei Canuto. Com a morte desse rei puderam reentrar na pátria.
Houve outra fuga durante as guerras entre dinamarqueses e normandos. Margarida ficou na Escócia, onde conheceu o rei Malcolm III, pelo qual foi pedida em casamento, subindo aos 24 anos ao trono da Escócia. Da sua união nasceram seis filhos homens e duas mulheres, educados cristãmente pela piedosa Margarida. Ela cuidou igualmente com o mesmo amor, do bom andamento familiar e da educação religiosa e civil do seu povo, consentido pelo marido, homem rude e ignorante (não sabia ler nem escrever). Este soube valer-se da ajuda da esposa, culta e sábia e imitando-lhe, a seu modo, o fervor religioso beijava os livros de devoção, uma vez que não sabia ler.
Margarida morreu a 16 de novembro de 1093 em Edimburgo e foi sepultada em Duferline. Foi canonizada em 1249.
Santa Gertrudes, chamada a Grande, para distingui-la de uma dúzia de outras santas do mesmo nome, nasceu sete anos depois em 1256. Seus pais confiaram sua educação ao mosteiro cisterciense de Helfta, na Turíngia, onde Gertrudes teve uma sólida formação humanista e religiosa. Mais tarde, aos 25 anos, quando depois de recitar as completas, teve a primeira visão que transformou sua vida (é ela mesmo que conta). Jesus reprovou seu excesso de aplicação aos estudos.
Desde aquele momento Gertrudes se tornou uma alma essencialmente contemplativa, acentuando sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus, à eucaristia, conformando sua imensa piedade às sucessivas experiências místicas. A sua vida "tornou-se um hino perene a Cristo". Morreu a 17 de novembro de 1301 e embora nunca tenha sido oficialmente canonizada, desde 1738 a sua festa litúrgica foi celebrada em toda a Igreja. Santa Gertrudes é a padroeira das Índias ocidentais.
Um Santo Para cada Dia
Mario Sgarbossa
Luigi Giovannini

domingo, 14 de novembro de 2010

Santo Alberto Magno (15 de Novembro)

Poucos sabem em Paris que a praça Maubert traz o nome do grande santo dominicano, festejado hoje. Maubert deriva de Magnus Albert. Alberto, o Grande, o doutor mestre de teologia, de filosofia e ciências naturais, que pela afluência de estudantes às suas lições na universidade de Paris, foi obrigado a ensinar em praça pública. Essa praça tem ainda o seu nome. Alberto nasceu em Lauingen (Baviera) em 1206. Aos 16 anos um tio o trouxe a Pádua para que completasse seus estudos universitários. Aqui encontrou o superior geral dos dominicanos, o bem-aventurado Jordão de Saxônia, que o encaminhou à vida religiosa.
Em 1229 Alberto vestiu o hábito dos frades pregadores e foi mandado para Colônia, onde havia a escola mais importante da Ordem. Verdadeiro gênio enciclopédico, foi capaz de navegar com extraordinária penetração nos diferentes campos do saber humano, desde as ciências naturais até as especulativas. O interesse universal pela cultura, segundo o espírito da época na qual a filosofia escolástica atingiu o máximo desenvolvimento, conviveu em perfeita harmonia com o empenho ascético de perfeição interior: "Senhor Jesus - rezava - imploramos a tua ajuda para não nos deixar seduzir pelas vãs palavras tentadoras sobre a nobreza da família, sobre o prestígio da Ordem, sobre o que a ciência tem de atrativo".
Ensinou em Hildesheim, em Friburgo, em Ratisbona, em Estrasburgo, Colônia e Paris. Teve entre seus alunos santo Tomás de Aquino, de quem previu os grandes dotes de pensador. Eleito superior provincial da Alemanha, abandonou a cátedra de Paris e quis estar constantemente presente à comunidade confiada aos seus cuidados. Percorreu a pé as regiões germânicas, pedindo esmola durante a viagem para comer e dormir. Convocado por Roma teve de aceitar a nomeação para bispo de Ratisbona. Tornou proverbial o seu total desapego às comunidades que seu alto cargo lhe podia dar: "No seu cofre não tinha um centavo, nenhuma gota de vinho na sua cantina".
Regeu a diocese somente por dois anos. Depois pediu e obteve a exoneração do cargo, voltando a viver a vida comum no seu convento de Wurzburg e a ensinar em Colônia. Já velho e cansado, para se preparar para bem morrer, fez erigir sua própria sepultura, junto a qual ia todos os dias recitar o Ofício dos mortos. Morreu em Colônia a 15 de novembro de 1280. Canonizado em 1931, Pio XII o proclamou patrono dos cultores das ciências naturais. Mereceu o apelido de Grande e doutor universal.

sábado, 13 de novembro de 2010

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Não adianta construírmos belos templos se o coração humano não se evangeliza, ou não é evangelizado.

Os problemas acontecem na vida do ser humano. Pelos jornais ficamos sabendo das catástrofes da natureza, do comportamento acomodado do ser humano que não quer trabalhar, das muitas maquinações maquiavélicas que algumas pessoas fazem para poder levar uma suposta vantagem sobre o outro, acreditando que serão felizes, enfim, muitos exemplos anticristãos observamos em nosso cotidiano.
Podemos até achar que tudo isto é o fim do mundo, como algumas eligiões defendem, mas na verdade, em tempos de crise, há a possibilidade de novos começos. Muitas pessoas se acham "Salvadoras da Pátria", mas na verdade o que faz um indivíduo e a sociedade crescer são:
1) A capacidade de refletir sobre o problema.
2) Tomar decisão com o uso da razão.
3) Agir de modo cristão.
Apesar de muitas maldades, a justiça ainda é fonte de esperança. Por isto, sejamos justos, e em cada momento de vitória alcançada, estaremos dando um novo passo, um novo recomeço para que o Reino de Deus continue no meio de nós e seja usufruido por muitos cristãos e cristãs.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

São Diogo (13 de Novembro)

É um dos santos mais populares da Espanha e da América Latina. É representado no humilde hábito de irmão leigo franciscano, com batina de saco, cordão e chaves para indicar suas funções de porteiro e cozinheiro do convento. O humilde e obediente frei Diogo, em se tratando de fazer o bem aos pobres, não hesitava em privar-se do próprio pão para levá-lo escondidamente a algum mendigo. E Deus mostrou que gostava deste gesto fazendo-o encontrar a cestinha de pães cheia de rosas. O prodígio foi recordado muitas vezes nas imagens populares ou nas igrejas franciscanas da Espanha, ou ainda nos dois ciclos de pinturas dos célebres Murillo e Anibal Carraci.
Frei Diogo de Alcalá tinha nascido de pais humildes por volta do ano 1400, em São Nicolau do Porto em Andaluzia, onde passou os anos juvenis em solidão e penitência. O jovem autodidata da ascese cristã levava uma vida eremítica às margens do povoado natal, dedicando-se à oração e à meditação. Para a sua parca alimentação bastavam-lhes os produtos de sua pequena horta. Quanto ao vestir remendava os panos que o povo dava em troca de modestos trabalhos artesanais. Como sempre acontece, quem mais dá mais recebe. Assim o jovem atraiu a si muitos doadores; para se furtar a eles julgou oportuno colocar-se sob a regra dos franciscanos de Arizafe, próximo a Córdoba, onde fez o noviciado como irmão leigo.
Em 1441 foi enviado como missionário às Ilhas Canárias. Naquelas felizes ilhas submersas pelo sol vegetava a idolatria. Frei Diogo trabalhou alegremente e cinco anos depois a obediência lhe impôs aceitar o cargo de guardião, isto é, de superior, não obstante ser ele um simples irmão leigo. Seu zelo deveria ser incômodo para os colonizadores que mantinham os indigenas na condição de escravos e tornaram-lhe a vida tão difícil que teve de voltar à Espanha em 1449.
Em 1450 fez uma peregrinação a Roma para assistir à canonização de São Bernardino de Sena. Hóspede do convento de Aracoeli, foi retido em Roma por uma grave epidemia, que o viu na vanguarda da obra de assistência aos doentes, unindo ao exercício prático da caridade os dons carismáticos de que era dotado para os atingidos da epidemia. Voltando à Espanha, continuou desenvolvendo os mesmos encargos de porteiro e cozinheiro em vários conventos, o último deles foi o de Alcalá de Henares, perto de Madrid, onde concluiu santamente sua vida terrena a 12 de novembro de 1463. Foi canonizado em 1588 por Sisto V.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

São Josafá (12 de Novembro)

A Rússia foi evangelizada pelos cristãos bizantinos pouco antes do cisma do século XI e seguiu a Igreja grega na separação de Roma, aceitando-lhe a dependência até 1589, quando se tornou autônoma com a elevação do metropolita de Moscou à dignidade de patriarca. Neste mesmo período a Rutênia havia passado do domínio russo ao polonês. Os sacerdotes ortodoxos, entrando em comunhão com Roma, puderam manter os autênticos ritos e as tradições da Igreja eslava. Neste clima ecumênico, que fazia pressagiar a composição do cisma do Oriente, nascia em 1580, de nobre família ortodoxa separada, João Kuncewycz, o futuro apóstolo da unidade dos cristãos do Oriente.
Partindo do grande dom comum aos cristãos, o batismo, João amadureceu a sua completa adesão à unidade com Roma, recebendo os outros bens, como a Palavra de Deus escrita, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade. A Igreja russa tinha de fato conservado intacto o essencial da fé e da estrutura eclesial, como os sacramentos, a liturgia, a antiga tradição apostólica e patrística, o culto dos santos, a devoção mariana, o profundo ascetismo. Foi precisamente a espiritualidade monástica oriental, cuja influência deu início a um grande florescimento da vida monástica na Europa, que trouxe João à completa união com Roma.
Vestindo a batina e convertendo-se à Igreja rutena unida, teve o privilégio de ser o primeiro noviço do primeiro mosteiro basiliano unido, o da Santíssima Trindade de Vilna. Tinha vinte anos. Mudou o nome, recebendo o de Josafá, o nome bíblico do vale do Cédron, onde, segundo o profeta Joel, se reunirão as almas para o juízo final. Enxertando a antiga espiritualidade basiliana com as novas diretivas de ação dos jesuítas, dos quais acolheu e fez seu o jovem espírito missionário, Josafá, consagrado sacerdote, em seguida eleito arquimandrita e auxiliar do arcebispo Pólozk, empreendeu uma enorme atividade de apostolado para a reforma da vida monástica e para a unidade dos cristãos, a ponto de receber o apelido de "raptor de almas".
Eleito bispo, sucedeu ao arcebispo Pólozk. Foi barbaramente assassinado por um grupo de facínoras a 12 de novembro de 1623 em Vitebst, na Rússia Branca, porque o seu zelo e sua benemérita ação pela união com a Igreja de Roma havia-lhe atraído o ódio dos ortodoxos separados. Foi canonizado por Pio IX em 1867. A memória obrigatória, decretada no novo calendário, tem um significado claramente ecumênico.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

São Martinho de Tours (11 de Novembro)

Martinho de Tours é um daqueles homens que fizeram falar de si gerações inteiras por ter sido protagonista daqueles atos capazes de acender a fantasia popular. Todos ouvimos falar do episódio em que São Martinho cavalgando, envolto na sua sua ampla manta de guarda imperial, encontra um pobre endurecido pelo frio e com gesto generoso corta em duas a manta, dando a metade ao pobre. À noite, em sonho, viu Jesus envolto naquela metade de manta sorrindo-lhe reconhecido.
Martinho, filho de um tribuno romano, nasceu em Sabaria, Panônia no ano 315. Aos 15 anos já vestia a divisa militar. O episódio da manta deve ser colocado nesse período, porque aos 18 anos abandonou a milícia, recebeu o batismo para seguir santo Hilário de Poitiers, seu mestre. Após um breve noviciado de vida eremítica na ilha Galinária, Martinho fundou alguns mosteiros: Ligugé, o mais antigo da Europa, e Marmoutier, destinado a se tornar um grande centro de vida religiosa.
Após uma pausa de vida contemplativa, abriu-se à ativa: Martinho, eleito bispo de Tours, tornou-se o grande evangelizador do centro da França. Tinha sido, como se disse, um soldado sem querer, monge por escolha e bispo por dever. Nos vinte e sete anos de vida episcopal ganhou o amor entusiasmado dos pobres, dos necessitados e de todos que sofriam injustiças, mas era mal visto por parte do clero que preferia a vida cômoda. Foi até repreendido por um certo padre Brício. Tornou-se proverbial: "Se Cristo suportou Judas, porque eu não suportaria Bricio?"
Morreu a 08 de novembro de 397 em Candes, durante uma visita pastoral. Seus funerais, três dias após, foram uma verdadeira apoteose. Pode ser considerado o primeiro santo não mártir a ter festa litúrgica.
A metade da celebérrima manta que são Martinho dividiu com um pobre em Amiens, tiradas numerosas franjas para enriquecer os vários reliquiários, foi guardada cuidadosamente numa capela. São Martinho deixou traços de si até no vocabulário.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

São Leão Magno (10 de Novembro)

O papa Leão, nascido em Toscana no fim do século IV, é lembrado nos textos de história pelo prestígio moral e político dos quais deu prova diante das ameaçãs dos hunos de Átila (que conseguiu prender no Míncio) e dos vândalos de Genserico (de quem amansou a ferocidade no saque de Roma em 455). Elevado ao trono pontifício em 440, Leão, nos vinte e um anos de pontificado (morreu a 10 de novembro de 461), realizou em torno de sua sede a unidade de toda a Igreja, impedindo a usurpação de jurisdição, eliminando abusos de poder, temperando as ambições do patriarcado constantinopolitano e do vicariato de Arles.
Não temos muitas notícias iográficas dele. O papa Leão não gostava de falar de si em seus escritos. Tinha uma ideia altíssima de sua funções: sabia assumir a dignidade, o poder e a solidão de Pedro, chefe dos apóstolos. Mas as suas atitudes, constante e rigidamente sacerdotais, hieráticas, não fazem um pano de fundo ao calor humano e também ao entusiasmo, que transparece nos 96 sermões e das 173 cartas que chegam a nós. De modo especial as homilias nos mostram o papa, um dos maiores da história da Igreja, paternalmente dedicado ao bem espiritual de seus filhos, aos quais fala com linguagem acessível, traduzindo seu pensamento em fórmulas sóbrias e eficazes para a prática da vida cristã.
As suas cartas, dado o estilo culto, atento a certas cadências eficazes, dão a medida de sua personalidade. Espírito muito compreensivo e de larga visão, não se apega a detalhes de uma questão doutrinal. Todavia participa ativamente na elaboração dogmática do grave problema tratado no concílio de Calcedonia, convocado pelo imperador do Oriente para a condenação do monofisismo.
A sua célebre Epístola dogmática a Flaviano, lida pelos delegados romanos que presidiam a assembleia, forneceu o sentido e, às vezes, as fórmulas da definição conciliar, criando assim uma efetiva unidade e solidariedade com a sede de Roma, caso único na história da Igreja, desde aquele período até hoje. Leão foi o primeiro papa que recebeu dos pósteros o apelido de Magno (grande), não só pelas qualidades literárias e pela firmeza com que sustentou o decadente império do Ocidente, mas pela estabilidade dogmática que transparece das suas cartas, dos seus sermões e das orações litúrgicas da época em que são evidentes a sobriedade e a precisão tipicamente leoninas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dedicação da Basílica de Latrão (09 de Novembro)

Perguntou ainda o prefeito Rústico: "Onde vos reunis? " Justino respondeu: "Onde cada um pode e prefere; você pensa que todos nós nos reunimos num único lugar, mas não é assim, porque o Deus dos cristãos, que é invisível, não se circuncreve a um lugar, mas enche o céu e a terra e é venerado e glorificado em qualquer parte pelos seus fiéis". (Atas do martírio de São Justino e companheiros). Na sua franca resposta o grande apologista, São Justino, repetia diante do juiz aquilo que Jesus havia dito à samaritana: "Acredita-me mulher, vem a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora - e é agora - em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e verdade; pois tais são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade"(Jo 4, 21-24).
A festa de hoje, da dedicação da Basílica de Latrão, não está de modo algum em contradição com o testemunho de São Justino e com a Palavra de Cristo. Salvos o dever e o direito da oração sempre e em toda parte, é também verdade que desde os tempos apostólicos, a Igreja, enquanto grupo de pessoas, teve necessidade de alguns lugares onde reunir-se para orar, proclamando a Palavra de Deus e renovando o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo, concretizando com suas palavras: "Tomai e comei todos; tomai e bebei todos, fazei isto em minha memória".
Inicialmente essas reuniòes eram feitas em casas particulares (domus casae), também porque a Igreja não tinha reconhecimento nenhum. Mas este reconhecimento veio sem muita demora. Há um singular episódio no início do século III, quando Alexandre Severo deu razão à comunidade cristã e um processo contra os hospedeiros, que reclamavam contra a transformação de uma hospedaria em lugar de culto cristão.
A basílica lateranense foi fundada pelo papa Melquíades (311-314) nas propriedades doadas para este fim, por Constantino, ao lado do palácio lateranense, até então resid6encia imperial e depois resid6encia pontifícia. Surgia assim uma Igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo, destruída e reconstruída muitas vezes. Foram celebrados nela ou no antigo Palácio Lateranense nada menos que cinco Concílios nos anos de 1123, 1139, 1179, 1215 e 1512. "Mas o templo verdadeiro e vivo de Deus devemos ser nós", diz São Cesário de Arles.

sábado, 6 de novembro de 2010

S. Wilibrordo (07 de Novembro)

A evangelização da Alemanha do transreno teve início no século VII, no fim da época merovingia, por obra dos monges irlandeses e anglo-saxões, e atingiu o máximo desenvolvimento no século seguinte com a ação missionária de são Bonifácio. O primeiro a desembarcar na Frísia, nos países baixos, foi Wilfrido de York. Depois o abade Egberto, um mestre da vida espiritual da época, mandou Wilibrordo, originário de Nortúmbria, onde nascera em 658. Seu zelo pela difusão do Reino de Deus será o único motivo de sua dinâmica existência.
Este monge, que os biógrafos descrevem de pequena estatura, cabelos negros, de delicada constituição, com olhos profundos e vivos, encarna o tipo ideal de um monge ocidental: um trabalhador que não conhece pausa e nem crise de desânimo; austero, prudente, leal, tenaz, devoto do papa. Formado na abadia inglesa de Ripon, com a idade de vinte anos tinha ido à Irlanda para aperfeiçoar sua cultura teológica sob a guia do abade Egberto, que aos trinta anos o consagrou sacerdote.
Após o insucesso da missão de Wilfrido, foi mandado com onze companheiros para a Frísia. A vitória de Pepino de Herstal sobre o rei Radbod em 689 tornou mais fácil a campanha. Desembarcados na embocadura do Escaut, uma região de terras férteis, os missionários se dirigiram terra adentro, acolhidos com grande honra pelo duque Pepino. Mas Wilibrordo, antes de dar início à obra de evangelização, quis ir até Roma para obter o beneplácito do papa. De Sérgio I recebeu aprovação e encorajamento. Ao retornar, o monge escolheu Anversa como centro de seu apostolado e como quartel general das futuras fundações, das quais a mais célebre foi Utrecht.
Para erigir a nova sede diocesana na Frígia, Wilibrordo foi de novo a Roma, onde o papa Sérgio I, a 21 de novembro de 695, o consagrou bispo, com o nome Clemente (24 anos mais tarde Gregório II fez o mesmo com o monge saxão Wilfrido-Bonifácio). A partir deste momento seria difícil enumeral todas a s viagens do infatigável missionário, das margens do Reno até a Dinamarca. Fundou em Echternach (Luxemburgo) um pequeno convento e aí morreu a 07 de novembro de 739 com 81 anos de idade.
Foi um homem de ação e oração, e sobretudo um grande organizador, com destacado senso de comando, que lhe permitiu, graças também à formação de bispos auxiliares (uma novidade para o Ocidente), evitar as divisões das igrejas com a consequente dispersão da atividade pastoral.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

S. Leonardo de Noblac

É um dos santos mais populares da Europa central. Diz de fato um estudioso que em sua honra foram erigidas nada menos que 600 igrejas e capelas, e seu nome se encontra frequentemente na toponomástica e no folclore. O mesmo estudioso acrescenta que ele "com especial devoção sacudiu a época das cruzadas e entre os devotos sobressaiu o principe Boemundo de Antioquia, que prisioneiro dos infiéis no ano 1100, atribuiu sua libertação ao santo em 1103 e voltando à Europa, doou o santuário de são Leonardo Noblac, como voto, corrente de prata, parecida com as que o amarraram durante a prisão. São leonardo de Noblac (ou de Limoges) é um santo descoberto no início do século XI, e é a esse período que remontam as primeiras biografias, bastante lendárias.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Santos Zacarias e Isabel (05 de Novembro) - Parte 2

Com o Benedictus, considerado a última profecia do Antigo Testamento, Zacarias canta, na primeira parte, a Deus por ter mantido a promessa feita a nossos pais, enviando sobre a Terra o Salvador, que teria finalmente libertado o povo de seus inimigos, permitindo-lhe "servi-lo na santidade e na justiça, na sua presença, por todos os dias". A grande obra da salvação tinha começado a surdina, no silêncio e na oração na casa de Maria em Nazaré e naquela de Ain Karim, um povoado não bem identificado a cinco milhas de Jerusalém onde os cônjuges idosos Zacarias e Isabel aguardavam o nascimento do precursos de Jesus. Aqui aconteceu o encontro entre a Virgem Maria e sua prima Isabel, que "repleta do Espírito Santo" saudou a jovem parenta com as palavras que pelos séculos os cristãos repetem com a oração da Ave Maria: "bendita entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre".
Após o nascimento do filho João, no qual Zacarias exalta a grande missão de "batedor" de jesus para preparar as pessoas a receberem a salvação, os dois santos cônjuges desaparecem na sombra, dissipando-se como a tênue luz lunar pela luz solar de Cristo conforme uma lei que mais tarde seu filho proclamou: "Importa que ele (Cristo) cresça e eu diminua.
Santos Zacarias e Isabel, rogai por nós.

Santos Zacarias e Isabel (05 de novembro)

A Igreja Latina celebra no dia 05 de novembro a festa da mãe de João Batista e une à sua memória a do marido Zacarias. De ambos o evangelho de Lucas nos dá poucas notícias, limitadas ao período da dúplice anunciação a Zacarias e à virgem e do nascimento do precursor de Jesus Cristo. Todavia com poucs palavras o evangelista sintetiza a santidade deles, seu espírito de oração, a retidão dos seus corações no cumprimento não só externo, mas também interior dos preceitos mosaicos: "Ambos eram justos aos olhos de Deus e observavam irrepreensivelmente os mandamentos e as leis do Senhor".
Para a mulher hebreia a maternidade ra considerada a manifestação externa da benção de Deus. Mas a esterilidade de Isabel era a premissa da intervenção prodigiosa da graça de Deus, que gosta de fazer as suas obras do nada. "O ventre fechado de Isabel e aquele voluntariamente virgem de Maria são sinais de um povo até então imerso no deserto e que está para encontrar a fecundidade prometida pela aliança" (Maerttens). É o próprio pensamento expresso pelo próprio Zacarias no cântico profético que entoou no dia da circuncisão do filho João.
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