quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SANTO ANDRÉ (30 de novembro - Padroeiro da Diocese de Santo André)

André era irmão de Simão Pedro e como ele pescador em Cafarnaum, para onde tinham migrado ambos da cidade natal de Betsaida. Jesus, - é demonstrado pelas profissões exercidas pelos doze apóstolos - deu preferência aos pescadores, embora no meio do colégio apostólico os agricultores estivessem representados por Tiago Menor e seu irmão Judas Tadeu, e os comerciantes e homens de negócio estão honrados pela presença de Mateus. Dos doze, o primeiro a ser tirado das tranquilas e fecundas águas do lago de Tiberíades para receber o título pescador de homens, foi justamente André, seguido logo de João.
Os dois primeiros chamados haviam já respondido ao apelo do Batista, cujo grito os arrancava da pacífica vida do dia a dia para prepará-los para a iminente chegada do Messias. Quando o austero profeta lhes indicou Jesus, André e João se aproximaram dele e com emocionante simplicidade limitaram-se a perguntar-lhe: "Onde moras?", sinal evidente de que em seu coração já haviam feito a escolha.
André foi também o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre: "André encontrou primeiro seu irmão Simão e lhe disse: 'Achamos o Messias'. E o conduziu a Jesus". Por isso André ocupa um lugar eminente no elenco dos apóstolos: os evangelistas Mateus e Lucas colocam-no no segundo lugar, logo depois de Pedro.
O Evangelho menciona o apóstolo André outras três vezes: na multiplicação dos pães, quando apresenta o menino com alguns pães de cevada e poucos peixinhos; quando se faz intermediário do desejo de forasteiros vindos a Jerusalém para serem apresentados a Cristo, e quando com a sua pergunta provoca a predição de Jesus da destruição de jerusalém.
Após a Ascensão, a Escritura cala por completo o seu nome. Os numerosos escritos apócrifos que procuram preencher de qualquer modo eese silêncio são muito cheios de fábulas para merecer crédito. A única notícia provável é que André tenha anunciado a Boa Nova em uma região de bárbaros, a selvagem Sícia, na Rússia meridional, como refere o historiador Eusébio. Também a respeito do seu martírio não há informações certas. A morte na cruz (uma cruz de braços iguais) é referido por uma Paixão apócrifa.
Igual incerteza tem suas relíquias, transportadas de Patrasso, provável lugar de seu martírio, para Constantinopla, depois para Amalfi. A cabeça, trazida a Roma em 1462, foi restituída à Grécia por Paulo VI. Antiga é a data de sua festa, lembrada a 30 de novembro já por São Gregório Nazianzeno.

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