domingo, 5 de dezembro de 2010

O BOM PASTOR

70...80...90... só uma não vejo: a ovelha de número cem. Estará perdida, vagando sozinha pelas ruas e vielas? Teria sido sequestrada? Teria sido vítima do tráfico de seres humanos? Estaria com fome, doente? Sem terra, sem teto, sem emprego, sem universidade? Entrou pelo mundo das drogas? Ou teria sido presa? Estaria viva? Enfim, por onde andará?
Eu sou o Bom Pastor, eu dei e dou a vida por minhas ovelhas. Vou em busca da ovelha perdida, ignorada, lá onde ela estiver.
Existem muitas ovelhas perdidas e ignoradas, mais do que vocês podem perceber! Elas não tem ninguém que as escute, que as olhe nos olhos, que tenha carinho e ternura diante de seu sofrimento, que participe de seus sonhos, de suas lutas, de suas alegrias e vitórias. Não tem quem caminhe com elas. Elas precisam de alguém, de um grupo, de uma comunidade. E vocês, jovens, precisam ir lá onde elas estão, lá nas novas fronteiras.
Eu sou o Bom Pastor deixo a vocês tudo aquilo que sou e tenho, para que vocês, jovens, revestidas e revestidos de minha força, sejam de fato, boas e bons pastores e conforme lhes pede este novo tempo.
Dou-lhes a segurança do meu cajado para que ele seja o compromisso de irem lá, onde estão outros jovens, levando amor no coração, palavras nos lábios e ternura no olhar.
Deixo-lhes minhas sandálias: o chão sagrado da realidade do jovem pobre, para que vocês sigam o caminho da justiça e deixem pegadas de amor.
Entrego-lhes o meu turbante, o turbante da mística e da espiritualidade que alarga os horizontes e que fará vocês pensarem a partir dos meus pensamentos.
Deixo-lhes o cinto da simplicidade com o qual quero vê-los e vê-las cingidos de ética, novo nome da transparência e honestidade.
Deixo-lhes o manto do desapego, do despojamento, que as tornará, os tornará simples e descomplicados.
Deixo-lhes a túnica do amor para cobrir a vida de bondade, de ternura e de solidariedade.
Dou-lhes meus ouvidos para que vocês possam ouvir seus familiares, amigos e amigas...
Ouvir os clamores, os gritos que nascem da terra, da natureza e, sobretudo, o grito mudo dos jovens que esperam uma mão amiga.
Dou-lhes meus olhos para que vocês possam enxergar para além das aparências, para que vocês jovens vejam o coração das pessoas. Lembrem-se: é a paixão que traz brilho no olhar.
Deixo-lhes meus pés, para abrirem caminhos novos, pisarem o chão da vida, com o compromisso de ajudarem na construção de um mundo mais justo e fraterno.
A vocês dou minhas entranhas, meu coração para que amem e sintam-se amadas, amados. Que o coração de vocês pulse pelas causas maiores da humanidade: a paz, o combate à fome, a tolerância religiosa, a saúde, a moradia, a terra, a educação de qualidade para todos.
Dou-lhes as minhas mãos para que trabalhem pelo estabelecimento da justiça e do direito: o Reino de Deus.
Entrego-lhes a minha boca, para que vocês anunciem o que a amente não pode mais calar, para que se realize a boa notícia: "Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância".
Recebam a minha benção, para que sejam uma benção para todas as pessoas que se aproximarem de vocês: em casa, na rua, no bairro, na escola, no local de trabalho, na Comunidade Cristã.
Envio vocês! Continuaremos caminhando juntos. Já sabem, eu estou sempre com vocês!
"Estarei com vocês até o fim!"

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