quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ELE VEM NOS TRAZER A SALVAÇÃO (II Domingo do Tempo do Advento - Ano A)

Neste domingo (05/12) o Evangelho nos apresenta João Batista. Duas atitudes do último dos profetas, antes do Filho de Deus, nos ajudam a preparar o coração para a chegada de Jesus Cristo
  • AUSTERIDADE
João Batista se apresenta vestido com roupas simples e comendo na simplicidade, sem por isso perder sua dignidade humana. Então, porque será que muitas famílias brasileiras transformam o Natal numa festa de consumo desenfreado?
João Batista prega no deserto, longe das cidades e de seus meios alienantes. Bem sabemos que nas megalópoles muitos meios influenciam a todos, inclusive muitos pobres que neste período "acreditam" serem ricos financeiramente.
As páginas bíblicas apontam e alertam para a cultura da austeridade, pois como dizia Gandhi:
"A natureza pode suprir todas as necessidades humanas, menos a ganância".
  • METANOIA
O termo grego "metanoia" significa (meta: mudança; noia: cabeça). Desta forma, metanoia significa mudar a nossa cabeça, a nossa mentalidade segundo o Evangelho de Jesus Cristo. A mudança de mentalidade passa por "endireitar as veredas" ou seja, trabalhar e se comportar diferentemente do sistema econômico vigente. Somos chamados a não ser bichos predadores uns dos outros, evitar preconceitos de qualquer gênero, formar, ao invés de deformar, a nossa consciência e a dos outros (não sejamos fariseus e nem saduceus), enfim vamos ser pessoas espirituais testemunhando os dons do Espírito Santo - Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus - em todos os lugares, família, comunidade e sociedade.
Jesus Cristo vem trazer a Salvação (Ele mesmo é a Salvação) e feliz daquele(a) que acolhe esta "salvatio" pois estará acolhendo o próprio Filho de Deus.

Um comentário:

  1. "Corremos o risco de transformar o mundo inteiro em deserto e precisamos ser instrumentos da profecia que anuncia a transformação dos desertos em jardins floridos. Mas, o deserto geográfico nos mostra que temos também um deserto interior, um espaço de solidão e silêncio no qual precisamos entrar para nos encontrar e para reconhecer a realidade interior a partir da qual podemos acolher o divino e ser transformados por ele. Carl Jung dizia que somos apenas o estábulo, no qual Deus se digna nascer. Mas, isso é muito e precisa ser descoberto e valorizado"

    O Profeta do Deserto - Marcelo Barros (monge beneditino)

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