terça-feira, 21 de dezembro de 2010

AUMENTO ABUSIVO DOS PARLAMENTARES - DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES.

Está escrito no livro da Sabedoria: (Sb 2, 6-11)
"Sendo assim, vamos gozar os bens presentes e usar as criaturas com ardor juvenil. Vamos embriagar-nos com os melhores vinhos e perfumes, e não deixar que a flor da primavera escape de nós. Vamos coroar-nos com botões de rosa, antes que murchem. Que nenhum de nós fique fora de nossas orgias. Vamos deixar por toda parte sinais de nossa alegria, porque essa é a nossa sorte e o nosso destino. Vamos oprimir o pobre inocente e não vamos poupar as viúvas, nem respeitar os cabelos brancos do ancião. A nossa força será regra da justiça, porque o fraco é claramente coisa inútil".
Este texto pode muito bem ser aplicado aos parlamentares eleitos e que tomarão posse em janeiro, pelo menos deveriam aparecer na câmara dos deputados e do senado, no início do ano. Sem generalizar, mas é uma apunhalada no povo este aumento nos salários dos deputados federais e dos senadores.
Na campanha política muito se falou no aumento real do salário mínimo e num tom de provocação, a campanha do PSDB tirava a nota de R$ 10,00 (de cor vermelha) trocando-a pela nota de R$ 100,00 (nota azulada), prometendo um salário mínimo de R$ 600,00 quando o DIEESE aponta que o salário mínimo ideal à família brasileira (casal com dois filhos) precisa ser de R$2.000,00. Quando se fala em aumento para o trabalhador(a) é sempre a mesma falácia: "Com este aumento, a previdência irá quebrar". Causa estranheza escutar que a nossa previdência (INSS) pode ir à falência quando o aumento dos trabalhadores é irrisório, enquanto que a previdência dos congressistas, a tal da IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas) nunca tem dificuldades econômicas.
Tenho raiva quando fico vendo maus políticos, como o Paulo Maluf, receber um diploma de posse, mesmo enquadrado na lei da Ficha Limpa, uma iniciativa popular; quando este cidadão deveria receber uma ordem de prisão por ter cometido tantos crimes comprovados contra o erário nacional. Sei que como sacerdote devo pregar a Palavra de Deus, e por isto mesmo creio que a minha obrigação profética deve denunciar estes políticos gananciosos, injustos e promotores da grande desigualdade social que vivemos em nosso país.
Esses políticos, novamente aviso que não estou generalizando, pois existem parlamentares éticos, com ótima idoneidade moral e praticantes dos valores cristãos; que aprovaram este aumento abusivo em seus próprios salários são uma vergonha nacional, pessoas que optaram a seguir o deus do ter.
Na Campanha da Fraternidade de 2010 veio uma proposta: "Vós não podeis servir a Deus E ao dinheiro". Infelizmente a maioria dos parlamentares fizeram a escolha pelo dinheiro, não pensaram na projeto de vida e liberdade que Deus tem para todos e não apenas para alguns privilegiados. Sei que este escrito não será importante e até será esquecido para boa parte dos eleitores, sei também que os deputados e senadores não darão muita bola, porém, como gostaria que todo o nosso povo escrevesse uma carta para os políticos eleitos, condenando este gesto abusivo e ganancioso.
Estou escrevendo protestando contra todos vós que aumentaram seus salários abusivamente, e em nome do Deus do Ser, este Deus que sou seguidor, não tenho comprometimento com políticos interesseiros, mesquinhos e egoístas, mas o governante que sigo e adoro é Jesus Cristo, o Filho de Deus que denunciou as autoridades políticas injustas de seu tempo e lembrem-se o povo pode estar um pouco adormecido, mas tomem cuidado quando a nossa gente acordar.
Enfim, a todos vós que votaram pelo aumento dos próprios salários:
"VAMOS TER UM POUCO DE VERGONHA NA CARA"
Padre Luiz Carlos, fc

Um comentário:

  1. Recusa do prêmio
    O Bispo Emérito de Limoeiro do Norte (CE), Dom Manuel Edmilson da Cruz, usando da palavra, agradeceu pela comenda, porém, explicou que não podia aceitar o prêmio.

    “Sinto-me primeiro, perplexo; depois decidido. A condecoração hoje outorgado não representa a pessoa do cearense maior, que foi Dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. [...] Só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, à cidadã contribuintes para o bem de todos, com o suor do seu rosto e a dignidade de seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar [o prêmio], estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo”.

    Interrompendo a resposta do presidente da mesa a sua declaração, acrescentou ainda: “Isso é um grito de um ser humano ferido!”

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