sexta-feira, 12 de novembro de 2010

São Diogo (13 de Novembro)

É um dos santos mais populares da Espanha e da América Latina. É representado no humilde hábito de irmão leigo franciscano, com batina de saco, cordão e chaves para indicar suas funções de porteiro e cozinheiro do convento. O humilde e obediente frei Diogo, em se tratando de fazer o bem aos pobres, não hesitava em privar-se do próprio pão para levá-lo escondidamente a algum mendigo. E Deus mostrou que gostava deste gesto fazendo-o encontrar a cestinha de pães cheia de rosas. O prodígio foi recordado muitas vezes nas imagens populares ou nas igrejas franciscanas da Espanha, ou ainda nos dois ciclos de pinturas dos célebres Murillo e Anibal Carraci.
Frei Diogo de Alcalá tinha nascido de pais humildes por volta do ano 1400, em São Nicolau do Porto em Andaluzia, onde passou os anos juvenis em solidão e penitência. O jovem autodidata da ascese cristã levava uma vida eremítica às margens do povoado natal, dedicando-se à oração e à meditação. Para a sua parca alimentação bastavam-lhes os produtos de sua pequena horta. Quanto ao vestir remendava os panos que o povo dava em troca de modestos trabalhos artesanais. Como sempre acontece, quem mais dá mais recebe. Assim o jovem atraiu a si muitos doadores; para se furtar a eles julgou oportuno colocar-se sob a regra dos franciscanos de Arizafe, próximo a Córdoba, onde fez o noviciado como irmão leigo.
Em 1441 foi enviado como missionário às Ilhas Canárias. Naquelas felizes ilhas submersas pelo sol vegetava a idolatria. Frei Diogo trabalhou alegremente e cinco anos depois a obediência lhe impôs aceitar o cargo de guardião, isto é, de superior, não obstante ser ele um simples irmão leigo. Seu zelo deveria ser incômodo para os colonizadores que mantinham os indigenas na condição de escravos e tornaram-lhe a vida tão difícil que teve de voltar à Espanha em 1449.
Em 1450 fez uma peregrinação a Roma para assistir à canonização de São Bernardino de Sena. Hóspede do convento de Aracoeli, foi retido em Roma por uma grave epidemia, que o viu na vanguarda da obra de assistência aos doentes, unindo ao exercício prático da caridade os dons carismáticos de que era dotado para os atingidos da epidemia. Voltando à Espanha, continuou desenvolvendo os mesmos encargos de porteiro e cozinheiro em vários conventos, o último deles foi o de Alcalá de Henares, perto de Madrid, onde concluiu santamente sua vida terrena a 12 de novembro de 1463. Foi canonizado em 1588 por Sisto V.

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