segunda-feira, 2 de agosto de 2010

RACIONALIDADE INDÍGENA E MÃE TERRA

São cada vez mais pessoas que estão tomando consciência de que o ser humano não é autossuficiente, de que sua vida depende de uma Terra viva e sadia. Nós só poderemos viver se a Terra vive. O mercado capitalista totalizado, a redução da vida humana e da Terra ao cálculo meio-fim, a inércia do sistema... ocasionam efeitos destrutivos (intencionais ou não) que ameaçam a vida no Planeta. A vida na Terra não é um meio para acumular riquezas, mas condição de possibilidade de viver.
Essa ideia, com outros termos, sempre esteve presente na mentalidade aymara e indigena. A comunidade não fomenta um acúmulo e consumo desenfreado, mas o necessário para viver dignamente. O ser humano e a comunidade são partes de algo mais vasto, parte do círculo natural da vida, pelo qual uma ação que destrua a terra é um suicídio.
O modo de vida, as práticas econômicas, baseadas na agricultura, e o negócio de gado de muitas comunidades aymaras são amistosos com o meio ambiente. Viver em equilíbrio com a Terra, ou em harmonia, significa não expô-la, não usá-la como simples mercadoria, não estabelecer domínio sobre ela.
Juan Jacobo Tancara Chambe - escritor aymara, Putre, Chile

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