terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

QUARESMA: O RETIRO DA IGREJA

Em 17 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, a igreja começa a quaresma, seu retiro anual de 40 dias, recordando os 40 dias que Jesus permaneceu no deserto a fim de preparar-se para cumprir sua missão de anunciar aos seres humanos a novidade do Pai. Diz o Evangelho que Ele jejuou durante todo esse tempo e, no fim, sentiu fome. Aproveitando-se dessa necessidade vital, satanás o tenta, mandando que Ele transforme pedras em pão - além de fazer outras propostas lisonjeiras. Jesus reage a tudo e, depois das tentações, parte para comunicar a boa notícia da salvação.
A Quaresma é para a Igreja, o que a permanência de 40 dias no deserto foi para o Filho de Deus: um tempo mais intenso de exercício espiritual que prepare os cristãos para celebrar os grandes mistérios cristológicos, a paixão, a morte e a ressurreição do Senhor. A memória destes eventos não pode ser improvisada; por isso a liturgia quaresmal, muita rica e significativa, objetiva a renovação interior do povo de Deus, para que ele possa colher e saborear os frutos da Páscoa. Mas isso só ocorrerá se no cronograma da Quaresma, houver espaço para a conversão, para a penitência, para a oração e a vivência da Caridade.
Tais exigências não sintonizam muito com o perfil do ser humano moderno, pragmático, pouco interessado nos valores espirituais, individualista e resistente a tudo o que pede esforço. É necessário, portanto, que os cristãos se convertam, vivam intensamente a Quaresma, a fim de converter esta sociedade que, a passos largos, foge do Ressuscitado e, cada dia mais, se distancia do Reino de Deus.

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